À procura da verdade

Numa bela manhã, a Rubina, que era uma rapariga que vivia na cidade do Rio do Janeiro com a sua mãe numa favela, acordou com uma sensação estranha.
Quando se dirigia para a cozinha reparou que havia um bilhete escrito pela sua mãe que dizia:
“Desculpa, mas vou ausentar-me durante toda a manhã à procura de uma verdade. Quando acordares toma o pequeno-almoço e faz as tarefas que achas que és capaz de fazer.
Um beijinho,
Clementina”
Pensou, pensou e voltou a pensar para onde ela teria ido. De repente, lembrou-se que poderia ter ido até ao Cristo Rei, pois, sabia que aquele local era muito importante para ela. Arranjou-se num instante e saiu de casa à procura da sua mãe para descobrir o mistério que envolvia essa verdade.
Quando chegou ao local procurou por todo o lado e não a conseguiu encontrar. Sentiu-se triste e cansada que decidiu descansar e começou a chorar intensamente.
Surge em sua direção um rapaz com mau aspeto e com um ar pouco simpático. Repentinamente, tira uma arma branca e tenta assaltá-la:
– Dá-me já, tudo o que tens de valioso! – afirmou o rapaz.
– Larga-me já, eu não tenho dinheiro! – disse a Rubina chorando ainda mais.
Como por magia, naquele momento aparece a mãe que afastou o bandido para proteger a sua filha e aparece um carro de polícia que o levou para a esquadra.
A Rubina sentiu-se feliz nos braços da sua mãe. Confessou-lhe que saiu de casa à sua procura e lembrou-se que o Cristo Rei era o seu local preferido. A mãe confirmou e, confessou que o seu amor (pai da Rubina) tinha morrido naquele local, mas também era especial por ter sido o palco do seu primeiro encontro:
– Mas mãe, porque não me contaste isto antes? – perguntou a Rubina.
– Não te contei nada, porque não queria que ficasses triste. – disse a Clementina.
– Mas mãe, tu não ficas triste quando te lembras do pai? – perguntou a Rubina.
– Claro que fico triste, mas na nossa vida, por vezes, perdemos as pessoas que amamos e o tempo nunca vai voltar atrás, por isso, é que não quero outro companheiro para a minha vida, pois ainda gosto bastante do teu pai, mesmo não estando aqui entre nós! -disse Clementina emocionada.
A Rubina percebeu que afinal o seu sonho não se podia realizar, arranjar um companheiro para a sua mãe, uma vez que o amor do seu pai ainda vivia no seu interior.
A nossa história está contada e a vossa está inventada?