ACONTECEU

 

    Depois da azáfama dos últimos dias, eis-nos de volta para o follow-up das atividades que a turma B, do 8º ano, da Escola Básica Rio Novo do Príncipe, desenvolveu, no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, subordinadas à temática da igualdade de género, a saber:

  • Exposição de materiais com destaque para o papel e ações de algumas mulheres nas diferentes esferas da sociedade portuguesa, designadamente nas áreas da política, economia e do empreendedorismo, divulgando-se casos de empoderamento em diferentes setores; cartazes de divulgação do evento; mensagens, cartoons, curiosidades, etc.;
  • Realização e projeção de um filme a partir de uma narrativa construída pelos alunos com base em duas personagens centrais, Ela e Ele;
  • Apresentação de um trabalho estatístico sobre a mulher, o homem e o poder nas diferentes freguesias do concelho de Aveiro (aplicação da lei da paridade);
  • Desfile com mensagens no âmbito do tema em discussão;
  • Entrevistas sobre a existência de eventuais casos de (des)igualdade de género na escola e na freguesia e divulgação do respetivo plano de ação/intervenção;
  • Leitura de um texto, com clarificação dos conceitos de sexo e género, no âmbito da formação entre pares, desde o 5º ao 9º ano, da responsabilidade dos alunos Maria Miguel e José Gabriel;
  • Distribuição de mensagens (flores e camisas) às raparigas/mulheres e aos rapazes/homens da Escola, reinvocando direitos e oportunidades iguais;
  • Degustação de bolachas para a alma de todos os sexos.

               Como qualquer celebração, também esta constituiu um momento marcante, quer para os alunos dinamizadores, quer para os participantes, porém, mais do que a fulgência da lembrança, importava primordialmente a reflexão conjunta sobre um problema que, ao longo dos séculos, tem sido vivido de formas distintas e divergentes pelas mulheres e pelos homens: o da (des)igualdade de direitos e de oportunidades. Encontramo-nos no século XXI e, apesar de muitos avanços, a igualdade de género está longe de ser alcançada em todo o mundo, não obstante as pretensões dos diferentes organismos internacionais, dos dirigentes dos países que subscreveram a Agenda 2030, e das vinte e cinco mulheres assassinadas, em 2015, em Portugal, pelos seus ex ou atuais companheiros. Por isso, a sinalização deste dia ganha significado no caminho para a liberdade e dignidade de todos, mantendo acesa a luz da confiabilidade numa sociedade mais igualitária.